Projeto · 2023–2026

Plataforma de Dados & Marketing Analytics

Plataforma de dados que desenhei e opero em produção no Microsoft Fabric — 137 itens, lakehouse medallion e star schema de 133 tabelas alimentados por PySpark a partir de 9+ fontes, do clique no anúncio à conversão.

Dado espalhado por nove sistemas só vira decisão quando alguém o traz para um lugar só, no formato certo e no tempo certo. Foi essa a plataforma que construí: um lakehouse medallion que transforma origens cruas em modelos que a diretoria lê no Power BI.

Ilustração: arquitetura medallion (bronze, prata, ouro) com fontes e Power BI, tema escuro com âmbar.

Desenhei e opero, de ponta a ponta, uma plataforma de dados em produção no Microsoft Fabric para uma grande organização — 137 itens publicados no workspace de produção: 52 dataflows, 50 notebooks PySpark, 21 pipelines, 6 lakehouses, 4 warehouses, um Eventhouse de tempo real e uma API GraphQL.

O coração é um lakehouse em arquitetura medallion (bronze/silver/gold): a ingestão em PySpark traz e sanitiza dados de 9+ fontes heterogêneas — o Oracle acadêmico e o ERP corporativo on-premises, as APIs de anúncios (Meta e Google Ads), ferramentas de CRM e automação de marketing, currículos Lattes/CNPq e microdados regulatórios (ENADE/INEP). Da camada ouro nascem 133 tabelas modeladas em star schema, dimensões e fatos, unindo o mundo acadêmico e o corporativo.

Ingestão incremental de verdade: em vez de recarregar tudo a cada rodada, os pipelines capturam só o que mudou — e ainda rastreiam exclusões (CDC sobre o Oracle). O custo de processamento acompanha o delta, não o tamanho da base; é o que faz uma plataforma desse porte caber no orçamento e rodar todo dia.

Funil de marketing analytics completo — do clique no anúncio à conversão — com CPC, CAC e ROAS calculados sobre os dados de mídia num ciclo diário, e integração ao WhatsApp via API: o dado sai do lakehouse e volta como ação comercial.

Analytics em tempo real com Eventhouse/KQL, modelos semânticos com refresh orquestrado por pipeline, Power BI (inclusive Embedded) e dados servidos por API GraphQL. Tudo versionado em Git com pipelines de deploy (DataOps) e ambientes separados no tenant — produção, desenvolvimento, simulação e um cockpit executivo —, mais o gateway on-premises e o licenciamento Azure/Fabric que eu configuro e mantenho.

Em números

137
Itens em produção
133
Tabelas em star schema
9+
Fontes integradas
52
Dataflows
50
Notebooks PySpark
21
Pipelines orquestrados
6
Lakehouses
8
Workspaces no tenant
3
Anos em produção
24h
Ciclo dos dados de mídia

Decisões de engenharia

  1. 01

    Medallion de ponta a ponta

    Escolhi separar o dado cru do dado confiável em camadas: bronze recebe a origem como ela é, silver limpa e concilia, gold entrega o modelo pronto para consumo. Cada camada tem uma responsabilidade única, então um erro de origem não contamina o dashboard — e dá para reprocessar do ponto certo sem refazer tudo.

  2. 02

    Ingestão incremental com CDC sobre Oracle

    Recarregar a base inteira todo dia seria caro e lento. Os pipelines capturam só o que mudou desde a última carga e rastreiam também as exclusões (CDC), para o lakehouse não guardar registro que já morreu na origem. O custo de processamento passa a acompanhar o volume de mudança, não o tamanho total da base.

  3. 03

    Dois mundos num mesmo star schema

    O acadêmico (alunos, contratos, cursos, censo) e o corporativo (folha, contabilidade, orçamento, compras) falam línguas diferentes. Modelei 133 tabelas em dimensões e fatos que conformam essas origens — mesma noção de tempo, de curso, de centro de custo — para que uma pergunta cruze matrícula e receita sem gambiarra.

  4. 04

    Do clique à conversão

    O funil junta a mídia paga (Meta e Google Ads) com o CRM e a matrícula, e calcula CPC, CAC e ROAS num ciclo diário — quanto custou o clique, quanto custou o aluno, quanto o anúncio retornou. E fecha o laço: o dado sai do lakehouse e volta como mensagem no WhatsApp, virando ação comercial em vez de só relatório.

  5. 05

    Consumo além do dashboard

    Nem todo consumidor de dado é uma tela. Além do Power BI (inclusive Embedded), a plataforma serve analytics em tempo real por Eventhouse/KQL e expõe dados por uma API GraphQL — o mesmo lakehouse alimentando dashboards, sistemas e consultas ad-hoc pela via mais adequada a cada um.

  6. 06

    DataOps: a plataforma tratada como software

    Tudo vive em Git com pipelines de deploy e ambientes separados no tenant — produção, desenvolvimento, simulação e um cockpit executivo. Configurei o gateway on-premises que liga a nuvem aos bancos internos e cuido do licenciamento Azure/Fabric. Não é um amontoado de notebooks: é uma plataforma versionada, promovível e operável.

Arquitetura

Fontes

9+ origens heterogêneas

Oracle acadêmico e ERP corporativo on-prem, APIs de anúncios, CRM/marketing e dados regulatórios.

Ingestão PySpark

Bronze, incremental

50 notebooks e 52 dataflows; carga só do delta e rastreio de exclusões (CDC).

Medallion

Bronze → silver → gold

Sanitização e conciliação camada a camada até o modelo pronto para consumo.

Lakehouse

OneLake · star schema

6 lakehouses; 133 tabelas dim/fact unindo o acadêmico e o corporativo.

Orquestração

21 pipelines

Dependências, agendamento e refresh dos modelos semânticos.

Marketing funnel

Clique → conversão

CPC, CAC e ROAS em ciclo diário; ação de volta no WhatsApp.

Consumo

Power BI · KQL · GraphQL

Dashboards e Embedded, tempo real por Eventhouse e API GraphQL.

DataOps

Git · deploy · gateway

Versionamento, pipelines de deploy, ambientes separados e gateway on-prem.

Stack

Microsoft FabricPySparkPower BIAzureOneLakeKQLGraphQLDataOps